sexta-feira, 13 de abril de 2007

INFLUÊNCIA DA TELEVISÃO NA SOCIEDADE


Hoje fui entrevistado... uma jovem estudante de jornalismo me pede para escrever sobre este árrrduo tema...

Lá vai!












INFLUÊNCIA DA TELEVISÃO NA SOCIEDADE


Realmente, é difícil dizer algo "novo" ou "original" sobre este assunto.

Primeiro, porque é fato que a "televisão" é uma das criações tecnológicas do ser humano, que foi tão disseminada a ponto de ser conhecida de toda a humanidade.

E assim, virtualmente toda a população da terra pode emitir um conceito ou opinião sobre um "objeto" que todos possuem ou no mínimo conhecem.

Logo, esse "fato" já é uma das demonstrações de INFLUÊNCIA da televisão na sociedade e sobre a humanidade.

Ou seja, a televisão influi na sociedade, tanto que todos os seres humanos já tiveram contato com a televisão.

Mas, a televisão em sí, não é um conceito original.

A seu tempo, a revolução de Guttenberg, e a revolução de Marconi, trouxeram seus respectivos meios (o livro, o rádio) de disseminar entretenimento, cultura, educação, e por que não, propaganda, ideologias, enfim, comunicação de massa.

O mesmo se diga a respeito das indústrias fonográfica e cinematográfica, que hoje se reinventam através do CD, DVD, "Blue Ray", e tantas outras formas de conduzir as mesmas informações, lazer, material didático - e, claro, explícita ou implicitamente, também o marketing, o merchandising, e a ideologia, que pode inclusive, e em muitos caso é, colonialista.

Assim, o livro, o rádio, o cinema, os "discos de vinil", os filmes em celulóide, foram cada um a seu tempo, o que a televisão é hoje em dia.

Mas, claro, a Televisão tem uma agilidade muito maior, se comparada aos "meios" anteriores.

Então, voltamos à idéia básica, que é uma pergunta-afirmação-provocação, "a influência da televisão na sociedade".

A própria palavra "influência" induz imaginar que a "televisão" seria um ser mítico, super ou supra-natural, a "quem" nós todos nos referimos como se fora uma espécie de "entidade" com volição própria.

No entanto, a "televisão" é um objeto inanimado. As câmaras, os cenários, enfim, tudo que diz respeito à tecnologia, depende de seres humanos.

Logo, pensar que "a televisão" é que influi no ser humano ou na sociedade, é esquecer que fomos nós (humanidade) que criamos esse meio "de comunicação".

E somos "nós" que gerenciamos a televisão
em todos os seus aspectos. Seja como partícipes do processo, seja como "notícias", como "personagens", ou como meros espectadores.

Mas eu disse "meio de comunicação"?

Deveras, alguém pode comunicar através da televisão, mas, em geral a televisão não é usada para "se" comunicar.

Então, a palavra "influência", que nos lembra "sugestão", ou ainda, manipulação, é a que tende a ser imediatamente "lembrada" pelas pessoas, especialmente com nível de educação médio ou superior. A televisão então é retratada como meio de "conduzir" as massas, seja ao consumo, seja à submissão aos "poderosos".

Falar sobre as paranóias decorrentes da idéia de que a televisão teria como objetivo "principal" o de manipular as massas, TAMPOUCO é original, pois, uma breve busca no "Google" nos dará milhares de resultados, sobre milhares de opiniões cujas palavras serão um pouco diferentes, mas com conclusões assemelhadas, às vezes beirando as teorias da conspiração.

Aliás, a visão conspiratório-maniqueísta da televisão como instrumento de dominação das massas, já inspirou obras de largo alcance na literatura, isso quando a televisão mal tinha nascido, ou seja, em 1948. Tal é o que narra na distopia "1984" de George Orwell, ou, no igualmente cético, ainda que esperançoso "Fahrenheit 451" de Ray Bradbury.

Também é válido, embora igualmente sem originalidade, imaginar que a "internet" supere as idiossincrasias da "televisão". Ou, que a "internet" finalmente se una ao conceito do "celular", e torne a "conexão" entre todos os seres humanos, algo realmente "instantâneo", quase como se fosse o advento da paranormalidade em larga escala, onde as pessoas poderiam, quem sabe um dia (e parece que o dia está próximo) simplesmente "mentalizar" a comunicação com uma determinada pessoa, e, pelos impulsos neurais respectivos, o "chip" da comunicação celular-internet seria acionado e comunicação completada instantaneamente, como se as pessoas estivessem "presentes". Imagens holográficas completariam a sensação de teletransporte.

Um dia, num passado não tão distante, o "telégrafo" foi o precursor da internet, e aliás, a internet apenas reproduz os conceitos que foram criados com esse meio de comunicação.

Naquela ocasião, até uma "língua" foi criada (o código Morse) e hoje essa "língua" já não é mais "falada" em nenhum meio de comunicação regular, da mesma forma como a informática já criou "línguas" que hoje são tão "mortas", mas ainda "úteis", como o "morse" ou o "latim" ainda o são.

Enfim, opinar sobre "a influência", ou sobre "a televisão", ou ainda, sobre "a sociedade" em vista da "influência" da "televisão", é falar sobre a comunicação humana, desde que o ser pré-histórico gravou na pedra das cavernas o seu temor, o seu medo ancestral dos animais, dos fenômenos da natureza, dos inimigos naturais e até das lutas tribais, ou gravou por essa e outras formas, um registro de seu cotidiano - prática que se perpetua nos "blogs", que nada mais são que cavernas enormemente devassadas.

Minha opinião é pela neutralidade:

A Televisão, como todo meio criado pelo homem, se assemelha à bomba atômica, ao automóvel, ao avião, e a muitas outras criações que podem ser utilizadas para fins nobres, como pode ser degradada ou se colocar para fins degradantes.

Discutir a televisão, é discutir o ser humano.

E assim, minha opinião é de que não há nada de "original" para se falar sobre comunicação entre seres humanos, desde que Kohelet (Ecclesiastes) escreveu seu registro universal de desencanto.

A comunicação pode ser local ou universal, mas os seres humanos continuarão a se desentender ou se entender, na velocidade dos sinais de fumaça, ou dos terabytes trocados via satélite, e o episódio bíblico da torre de Babel estará se repetindo, seja em novas línguas, ou novos códigos, ou agora, protocolos de comunicação, "cookies" e outras "novidades" que ao fim e ao cabo, não são novidade alguma.

Ou, citando Andrew Lloyd Weber, na sua afirmação-provocação:


"...If you'd come today you would have reached a whole nation

Israel in 4bc had no mass communication" (*)




(* )

"Se você tivesse vindo hoje você teria alcançado toda uma nação

Israel em 4 antes de Cristo não tinha comunicação de massa"


da ópera-pop "Jesus Christ Superstar", récita de JUDAS



E eu então, como opinião-resposta-provocação, pergunto:


Faria alguma diferença?







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Agradecimento a Simone Lopes Ferraz, estudante de Jornalismo em Curitiba, pelo incentivo.

6 comentários:

siferraz disse...

Oi...
Hoje que achei seu blog..e seus
carrões...
Bom final de semana..

Simone

Marisa Vieira disse...

Raby!
Achei vc no blog da MI...quer dizer que vc é o homem das máquinas?rs

virei sempre fazer um pit stop por aqui!

beijos

Marisa Vieira

Anônimo disse...

Faria grande diferença: teria sido crucificado mais rápido! Não seriam 3 anos, no máximo 3 mêses.

Anônimo disse...

a sujeição dos judeus aos romanos impediu isso,de Jesus ser condenado a morte antes do tempo determinado,numa das primeiras profecias concernentes a Cristo,está escrito:O certo não se arredará de Judá,nem o legislador dentre seus pés,até que venha Siló;e a Ele se congregarão os povos.Gênesis 49:10

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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